Estética refém de uma atitude epistemológica paradoxal:
- acesso a um amplo conhecimento (em termos espaciais e temporais);
- exercício de uma análise dotada de enormes graus de especificidade.
Ambição de revelação do Universo da Arte através da análise minuciosa das respectivas margens.
“…how odd that philosophical speculation about art has been inclined toward endless analysys of an infinitesimally small class of cases.” [p. 368]
Este paradoxo é avaliado por Dutton como colocando a Estética num território improcedente em termos epistemológicos, narrativos e de finalidades.
Esta condição não é operativa nem para a proposição de sínteses hegelianas, nem para o surgimento de interrogações contributivas para a espiral socrática, e ainda menos para uma eventual conciliação de ambas as ambições.
Necessidade de identificar a natureza da Arte [objecto da Estética]; conceptual, territorial, metodológica [epistemológica] e empíricamente.
Dutton propõe a fundação epistemológica naturalista da Estética.
“What philosophy of art needs is an approach that begins by treating art as a field of activities, objects and experience given naturally in human life.” [p. 368]
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